SEJAM BEM VINDOS AO RESGATE DE SUA CONSCIÊNCIA CRIADORA - PLANETÁRIA E CÓSMICA

"VIVENDO NO ETERNO MOMENTO DO AGORA"

sexta-feira, 2 de março de 2012

 
A MAGNÍFICA  ÁGUIA
  
Desde o nascer o homem vive em eterna metamorfose. De tantos em tantos anos sente que, mesmo que não queira, terá de se renovar tanto mentalmente, fisicamente, e espiritualmente. Essa renovação é como um renascer.
Até uma certa etapa vai rapidamente num eterno crescer, angariando conhecimentos básicos para cada estágio que certamente virá; num constante desabrochar de formas e indagações. Chega ao ápice de seu desenvolvimento para então começar a vivenciar tudo que aprendeu, aplicando, da melhor maneira possível, o aprendizado que lhe foi ofertado. Estará, então, pronto para voar! O vôo da liberdade, coragem e sabedoria. O vôo da sua profunda personalidade.
Voando poderá, ou não, ver com maior amplidão tudo que o cerca; a subir nas alturas e também a descer com dignidade; a sentir a vastidão de suas forças; a conhecer seu território de expectativas, criação, do recomeçar quantas vezes preciso for, sempre com a vontade de vencer para  tomar o rumo certo em busca de seus desejos, que, se realmente desejados, serão realizados. É inato no homem o potencial para elevar-se, sair do ninho e ir, além das nuvens...
Com o passar do tempo as forças parecerão esgotadas, então, está na hora de se recolher e começar a trans formação decisiva. Irá precisar de muita garra para a nova jornada, onde tudo, até o pensar, poderá, ou não,  lhe parecer muito difícil.
É hora de saber se preparar para um novo renascer. Este renascimento irá preparo-lo para um outro tempo não conhecido, ainda.
 Ela está na constelação boreal , nos confins da Via- Láctea! A Águia!
Rainha do céu! Ave de extraordinária beleza A ave predileta do deus Júpiter. A ave da longevidade.
Símbolo da perseverança. Sua imagem foi usada nos estandartes do exército de Ciro, rei dos Persas. Na simbologia cristã, ela está lá simbolizando a ressurreição de Cristo, assim como a águia bicéfala é símbolo de São João Batista, o homem que não temia. É o símbolo da alma humana e das artes. Símbolo da Harley Davidson, como liberdade. O homem é considerado uma águia quando é superior em inteligência. Algumas nações a têm como emblema, o exemplo de coragem.
 Nas aves a respiração é do tipo pulmonar. São dez sacos aéreos no aparelho respiratório. São bolsas cheias de ar, que têm comunicação com os pulmões e com os ossos pneumáticos - ossos sem medula e que se enchem de ar para facilitar o vôo-. O voar das aves requer um enorme consumo de oxigênio. Seu grito vem da siringe, órgão que fica na parte inferior da traquéia, exatamente onde está a ramificação para os brônquios.
O aparelho respiratório é constituído de vasos sanguíneos e coração com quatro cavidades: duas aurículas e dois ventrículos. O sangue venoso circula do lado direito do coração e no lado esquerdo, o arterial.
O papo  não é o estômago e sim um alargamento do esôfago e onde fica depositado o alimento antes de ir para o estômago. O regurgitamento vem do papo.
As aves não possuem bexiga. O aparelho urinário é composto de dois rins e dois ureteres, que desembocam na cloaca, através da qual são eliminadas as fezes misturadas com a urina e por onde botam os ovos. Praticamente não bebem água.
O vôo mais belo não pertence à Águia e sim ao Condor, por possuir uma envergadura bem maior. A envergadura da águia pode atingir quase dois metros e meio, mas a do condor pode passar dos três metros, o que lhe dá maior beleza ao planar sem quase bater as asas, por tempo bem maior.
Porém a águia é  uma ave extraordinária. Possui força, beleza, audácia, uma grandeza única. Não teme as tempestades, atravessa para além das nuvens da tormenta e atinge o azul do céu que está brilhando, como a espera-la, com a luz do sol. Ela sabe que é capaz de vencer e assim vencerá.
É monogâmica, sabe amar! Somente quando o parceiro morre procura outro. Cuida da cria até o dia em que sente que chegou a hora da liberdade, aí é capaz de jogá-la pelo abismo, para vencer o medo. Ela sabe que o filhote é capaz. Seus ninhos são feitos no cume das montanhas, em plataformas, podendo ter três metros de altura por mais de várias dezenas de quilos e são diversos em seu território. Sabe a hora de voejar sobre seu ninho e carregar suas crias nas asas para ensina-las, segundo o treinamento do vôo.  É capaz de agarrar uma presa três vezes maior que seu tamanho.
 Com quarenta anos sente que está no fim. Suas unhas estão compridas e flexíveis. Agarrar as presas torna-se cansativo e difícil. O bico, normalmente alongado e pontiagudo, torna-se curvo. O vôo torna-se árduo, pois as asas estão pesadas, em função das penas envelhecidas pela espessura e por apontar contra o peito. Como continuar a voar? Ela sabe que o fim está perto e tem duas decisões a tomar: Não fazer coisa alguma e se deixar morrer ou enfrentar um dolorido, penoso e perigoso desafio. Um desafio  que se estenderá por cento e cinquenta dias de total solidão e dor.
Resolvida a tentar a luta, voa para o alto de uma montanha recolhendo-se em um ninho bem próximo a um grande paredão, onde estará segura contra quedas e tormentas, pois não poderá voar.. Essa escolha não veio do medo de morrer, não veio da vaidade, nem veio do ilusório. Veio de sua sabedoria, do seu interior...
Ali começa a bater com o bico na parede da rocha até conseguir arrancá-lo. Quando o bico novo crescer será hora de arrancar as unhas. Quando as unhas chegarem ao tamanho normal, ela passará a arrancar as penas, ficando completamente nua. Ao sabor do tempo e do vento, não teme e nem chora, se assim pudesse, não o faria. Ela sabe que tem de ser assim
Após cinco meses de sofrimento ela acorda para a sua renovação. Conseguiu! Poderá viver mais trinta anos...
Não foi apenas uma renovação, vai além, foi um Renascer!
 
 
 texto: Nísia Barros.
 06-2003
 

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